Julho_2006 - page 15

Fábio
Barbosa
17
julho
/
agosto
d e
2 0 0 6 – Revista da ESPM
uma corrida de 100metros; éuma
maratona.
JR
– Você sabe que a paciência é
a virtude dos velhos, por incrível
que pareça. Os jovens – que têm
tempo – sempre pensam que o
mundo vai acabar.Oque você está
recomendandoéquaseuma impos-
sibilidade de ordem prática.
Fábio
–A vida é feitadeoportuni-
dadeseescolhas.Háoportunidades,
fazem-se escolhas, que definem
novas oportunidades, que levam a
novas escolhas – e esse encadea-
mento é que faz a sua vida. Então
acho importante ter essa noção
clara de que devemos manter o
máximo de oportunidades abertas,
fazer boas escolhas e saber depois
quenovasoportunidadesvão surgir,
mas sempremanter oportunidades;
não fechar. O mundo vai mudar
tantonospróximos20,30anos,que
qualquerumqueseproponhaauma
carreira para os próximos 10 anos
está fazendo uma bobagem. Tudo
vai mudar tanto, que é importante
para as pessoas estarem constante-
mente seatualizando, seeducando,
abrindohorizontes.Aobsolescência
vai ser cada vezmais cedo.
JR
–Você parece ter usado, na sua
vida, essa capacidade de planeja-
mento precoce que o fez recusar
uma promoção porque achava que
precisavaaprenderalgumacoisa.O
que fez você agir dessa forma, tão
diferente de outros jovens?
Fábio
– É difícil dizer. Cheguei à
presidência do banco e, às vezes,
me pergunto: você sonhava com
isso? Confesso que não. Nunca
pensei em chegar à presidência
de um banco. Simplesmente tinha
na minha cabeça o que eu queria,
profissionalmente, dentro de um
determinado comportamento e
me orgulho disso. O que me tira
da cama, pela manhã, é saber que
posso dar o exemplo de que é pos-
sível ter sucessonoBrasil semceder,
em termos devalores, sem transigir.
Quando se ouve “o Brasil é assim
mesmo”. Não é assimmesmo. Falo
constantemente aqui no banco: es-
tamos aqui para dar certo, fazendo
as coisas certas, do jeito certo; não
é tesedeperfeccionista, éuma tese
devalores.O jogoéduro,mas éna
bola e não na canela. De alguma
maneira, tive essa visão de que se
fizer as coisas certas e se preparar,
os resultados são decorrentes.
O Michael Jordan – jogador de
basquete e um dos meus filósofos
favoritos – dizia: “Keep your eyes
in the ball; not in the score, not in
the public.They are consequence”.
Jogao jogo.Onúmerodepontoseo
aplausodopúblico sãoconseqüên-
cia. Esse é um conselho que dou
para os jovens sempre: faça o que
vocêsabe fazer,noqueacredita,nos
valoresqueacredita seremos seuse
trabalhenumaempresaquevalorize
seucomportamento, seu jeitodeser.
O resto é conseqüência.
OBancoABNAMRO
Real��������
noBra
Presençanomercadobrasileiro (2005)
Máquinas de auto-atendimento
8.583
Agências ePABs
1.933
Pontos de atendimento próprios
3.494
Pontos-de-venda
6.257
Número de clientes
milhões
12,1
Número de contas correntes
milhões
3,8
Número de funcionários
28.135
BANCOABNAMROR
A história do ABN AMRO Bank no
Brasil começou há 87 anos, com
a chegada do Banco Holandês da
América do Sul às cidades do Rio
de Janeiro e Santos. Pouco depois,
em1925, Clementede Faria criava a
CooperativaBancária, trêsanosdepois
renomeadaBancoda avouradeMi-
nasGerais,quese tornouBancoReal,
em 1971 e foi adquirido pelo ABN
AMRO Bank, em 1998. Em 2003 o
grupoadquiriuoBancoSudameris.
OABNAMROéumbanco interna-
cional, que foi criado em 1824 na
Holanda, posicionado hoje como
20
o
maior no mundo e 11
o
na Eu-
ropa por patrimônio de referência
– nível I. Possui cerca de 3.000
agências em 60 países, mais de
97.000 funcionários e ativos totais
de EUR 855,7 bilhões.
ES
PM
1...,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14 16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,...136
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