Maio_2005 - page 73

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REV I STA DA ESPM–
S E T EMB RO
/
OU T UBRO
D E
2005
Mesa-
Redonda
pode ter um certo poder, mas o
jornalista, individualmente, é fraco.
CARLOS ALBERTO
–Mas a crítica
do Fred é pertinente, e temos de dar
amão à palmatória: reconhecemos,
comgrande facilidade, uma trocade
legenda ou um erro de português,
mas uma delinqüência ética, não.
Falta capacidade de autocrítica e de
retificação nobre, aberta.
FRED
– Naquele caso da Escola de
Base, os erros foram assumidos,mas
em notas de pé-de-página ou
pequenasobservações.Acorreçãodo
erro não teve a mesma repercussão
que a notícia falsa.
JR
– Vamos tratar um pouco da
comunicaçãopublicitária. Pediriaao
Gracioso para dizer alguma coisa e
– em seguida – vamos ouvir o Ruy.
GRACIOSO
–Antesgostariade fazer
referência ao assunto levantadopelo
Marco Antonio, que é a dicotomia
entre a liberdade de expressão
individual e dos canais organizados.
A nossa Constituição trata mais da
comunicação organizada do que da
liberdade individual. O Fred, numa
sala de aula, tem a liberdade de
expôr as suas idéias, sem a menor
censura, opadrena igreja, opolítico
na tribuna... Mas acho que o que
preocupou os legisladores foram os
órgãos formadores de opinião, que
influemnospensamentosdemilhares
de pessoas. Como aquela frase
famosa doWinston Churchil: “Não
existeopiniãopública; existeopinião
publicada”. Ainda hoje isso é
verdade.Molda-seaopiniãopública
de mil maneiras, conforme as
circunstâncias e as necessidades –
legítimas ou não – do país. Na
cercade16 jornaise,com isso,passa
a ter uma força maior. O
Correio
Popular
, de Campinas, associado a
outros jornais – unidos –, temmaior
representatividade.
FRED
– Quero fazer uma pergunta
aos jornalistas. Claro que a questão
do danomoral é séria, e leva a essa
tentativa de censura. Mas, por outro
lado, do ponto de vista ético, todos
somos responsáveis pelas conse-
qüências dos nossos atos – devemos
ser responsabilizados. Então, se sou
jornalista e divulgo uma informação
sobre determinadas pessoas e,
posteriormente, comprova-se que
elas não estão fundamentadas e que
causarãodano a essas pessoas, devo
assumiraresponsabilidadesobre isso.
Pergunto: será que não há uma
omissão, por parte de vários órgãos
de imprensa, quando têmdeassumir
a responsabilidade por informações
incorretas?
PEDRO
– Não temos um órgão
regulador como têm a OAB, o
Conselho Regional de Medicina...
GRACIOSO
–OCódigodeÉticados
Jornalistas toca nesse assunto?
PEDRO
–Simmas éumcódigo sem
valor.A idéiadoprojetodaComissão
do Conselho de Jornalismo era para
quesepudessemexpulsar jornalistas,
cassar diplomas etc. face ao Código
deÉtica.Adiscussãoera sobrequem
iria formar esse Conselho, quem iria
julgá-los. Aindamais que a diretoria
da FENAJ é composta, hoje, quase
toda por filiados doPT. De fato, não
temos um órgão regulador e a lei é
muito vaga.
JR
–Decerta forma,ogrupodemídia
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