RESPM-JAN_FEV 2016

PONTO DE VISTA REVISTA DA ESPM | JANEIRO/FEVEREIRODE 2016 98 Luiz Alexandre Garcia Planejamentoegeração devalorparavencerosdesafios A economia mundial e o Brasil têm passado por umcenário considerado desafiador para muitas empresas, independentemente do porte de cada uma delas. Como enfrentar este momento e a verdadeira atitude frente às dificul- dades passageiras são fatores diferenciais que determi- narão a posição — de liderança ou estagnação — da com- panhia no mercado quando tal cenário for superado. É importante que os líderes empresariais tenham emmente a perenidade das organizações que dirigem, ou seja, a condução a longo prazo. Para isso não podem abrir mão dos valores que guiam suas companhias seja qual for o cenário. A transformação dos negócios deve estar sempre na pauta dos líderes, até porque existem diversos fatores que impactamas decisões corporativas. Obviamente a crise acelera algumas reavaliações. Aque- les processos que não são vinculados ao core business da companhia podemser “enxugados”, a fimde trazermais eficácia e eficiência operacional. Porém, os diferenciais ligados ao jeito de ser e servir devemser preservados. As organizações geradoras de valor para todos os seus públi- cos continuarão a apresentar alta performance. Dentro do posicionamento da companhia no mer- cado, a valorização de seus talentos tem influência direta na condução bem-sucedida emconjunturasmais estáveis ou quando há desequilíbrio. É fundamental que dentro da companhia se reforce o sentimento de pertencimento de seus colaboradores, a fimde que eles tenham uma atitude individual empreendedora frente às mais diversas situações. Quando as pessoas se sen- tem sócias da empresa, o comprometimento aumenta e os desafios são encarados de frente. As relações de confiança e transparência também são reforçadas por meio da autonomia com responsa- bilidade e da participação em todos os processos deci- sórios. Este conjunto de práticas leva a uma cultura corporativa democrática que retroalimenta as relações internas, com os clientes e demais stakeholders . Inovação tambémé uma palavra-chave para as empre- sas conseguiremenfrentar osmomentos de dificuldade. Inovar permite a criação de impactos positivos e vanta- gens competitivas de médio e longo prazo para as orga- nizações. É comum pensarmos em situações disrupti- vas, mas a evolução de processos, produtos ou serviços pode contribuir para alavancar negócios oumesmo criar mercados. Apoiar startups surgidas dentro ou fora da companhia para que se tornem parceiras em projetos e programas, e realizar parcerias com universidades e centros de pesquisa são oportunidades reais. Um conceito interessante que pode ser adotado nas empresas é a cocriação. A ideia é envolver clientes e/ou consumidores, fornecedores e associados (ou comu- mente chamados de colaboradores) no desenvolvi- mento de soluções, produtos, conhecimento, conteúdo ou valor. A atuação colaborativa permite a geração de novas oportunidades e engajamento das equipes. Osdesafios conjunturaisnãodevemabalar a confiança das empresas. As organizações devemse apoiar emuma base sólida, pormeiodevalores, uma culturaorganizacio- nal fortalecida por pessoas engajadas como propósito da companhia e constante inovação para que possamrever as oportunidades em sua trajetória e suas potencialida- des. Trabalhar como olhar voltado ao desenvolvimento e à perpetuação dos negócios é fundamental para vencer quaisquer desafios que se apresentem. A crise não deve determinar asmudanças. Asmudan- ças devem ocorrer de acordo com os ciclos previstos. É claro que as dificuldades aceleram processos de altera- ções, mas quando existe solidez, planejamento e trans- parência as empresas se tornammais preparadas para enfrentar os desafios e acreditar no futuro. Luiz Alexandre Garcia CEO do Grupo Algar divulgaç Ã o

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